Resumo sobre a Proclamação da República

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A Proclamação da República aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, por meio de um golpe liderado pelo então comandante Marechal Deodoro da Fonseca, que acabou com a monarquia no Brasil sem nenhuma morte. O decreto do novo Regime foi instituído por Ruy Barbosa, que posteriormente assumiu o cargo de ministro da fazenda. Dom Pedro II foi junto à família real ao exílio de nosso país.

A primeira Constituição Republicana, promulgada em 2 de fevereiro de 1891, contemplava a federação, o presidencialismo e a divisão dos poderes em legislativo, executivo  e judiciário.

Situação política do Brasil em 1889

O governo imperial, através do comando de Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto, da 37° e último gabinete ministerial empossado em 7 de junho de 1889, percebendo a difícil situação política em que o governo se encontrava, apresentou uma última tentativa  em um ato desesperado de salvar o império. Ele apresentou um programa de várias reformas políticas que dariam maior autonomia administrativa as províncias, a liberdade de voto e liberdade de ensino. As propostas do visconde de Ouro Preto visavam apenas manter o regime monárquico no país, porém foram vetadas pela maioria dos deputados de tendência conservadora que tinham o poder da Câmara Geral.No dia 15 de novembro do mesmo ano, a República era proclamada.

O golpe militar

No Rio de Janeiro, os republicanos insistiam ao monarquista Marechal Deodoro da Fonseca para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pelo atual governo. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro da Fonseca concordou em liderar o movimento.

O golpe militar, na verdade seria feito no dia 20 de novembro do mesmo ano, porém, teve de ser antecipado, pois no dia 14 os conspiradores divulgaram um boato de que o governo havia mandando prender Benjamim Constant Botelho de Magalhães e Deodoro Fonseca. Posteriormente foi comprovada a veracidade do boato. Assim os revolucionários, na madrugada do dia 15 de novembro, com Deodoro liderando o movimento e tropas do exército puseram fim ao Regime. No mesmo dia os revoltosos ocuparam o quartel general do Rio de Janeiro, o e prenderam seu presidente que, anteriormente à chegada dos revolucionários, pediu proteção ao general Floriano Peixoto, e se recusou a lutar contra os brasileiros.

E assim escreveu o visconde de Ouro Preto, sobre o segundo reinado e sua queda pela Proclamação da República:

“O Império não foi à ruína. Foi a conservação e o progresso. Durante meio século, manteve íntegro, tranquilo e unido território colossal. O império converteu um país atrasado e pouco populoso em grande e forte nacionalidade, primeira potência sul-americana, considerada e respeitada em todo o mundo civilizado. Aos esforços do Império, principalmente, devem três povos vizinhos deveram o desaparecimento do despotismo mais cruel e aviltante. O Império aboliu de fato a pena de morte, extinguiu a escravidão, deu ao Brasil glórias imorredouras, paz interna, ordem, segurança e, mas que tudo, liberdade individual como não houve jamais em país algum. Quais as faltas ou crimes de dom Pedro II, que em quase cinquenta anos de reinado nunca perseguiu ninguém, nunca se lembrou de uma ingratidão, nunca vingou uma injúria, pronto sempre a perdoar, esquecer e beneficiar? Quais os erros praticados que o tornou merecedor da deposição e exílio quando, velho e enfermo, mais devia contar com o respeito e a veneração de seus concidadãos? A república brasileira, como foi proclamada, é uma obra de iniquidade. A república se levantou sobre os broqueis da soldadesca amotinada, vem de uma origem criminosa, realizou-se por meio de um atentado sem precedentes na história e terá uma existência efêmera!